Brinda Brasil 2012

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Repercussão na TV

Informação

» Programação

29/9/2012 a 17/10/2012 – Venda de ingressos antecipados (Central de ingressos do Brasília Shopping).

9/10/2012 – Coletiva de Imprensa de 11h às 13h (Coco Bambu do Brasília Shopping). Somente para convidados.

10/10/2012 – Coquetel de Lançamento do Brinda Brasil 2012 a partir das 19h30 (Auditório do Brasília Shopping). Somente para convidados.

15 a 18/10/2012 – Curso de requalificação, das 15h30 às 17h, no Auditório do Brasília Shopping. Professor Paulo Kunzler, sommelier chefe da Superadega e membro da ABE. Termo de cooperação técnica com Senac e Sindhobar. Somente para os alunos inscritos.

19/10/2012 – Palestra de encerramento do curso, das 15h30 às 17h, no Auditório do Brasília Shopping, com enólogo convidado do evento.Somente para os participantes do curso.

19/10/2012 – Abertura oficial do evento para o público, das 18h às 22h (Pontão do Lago Sul).

20/10/2012 – Segundo dia do evento, das 11h às 23h (Pontão do Lago Sul).

21/10/2012 – Encerramento do evento, das 11h às 22h (Pontão do Lago Sul).


» Apresentação

No cenário internacional, o Brasil é considerado um dos melhores produtores de espumantes do mundo. Esse conceito, já testado e avaliado nas diversas competições internacionais sobre a bebida, se obteve, entre outras razões, pela terra e pelo clima da região onde são plantadas e cultivadas as uvas que produzem essa bebida por aqui. A\Serra Gaúcha, no Estado do Rio Grande do Sul, possui uma condição diferenciada de solo e clima excepcionalmente favoráveis à produção de espumantes. De acordo com os maiores especialistas internacionais, nosso terroir só é comparável às regiões de Champagne, na França, e Franciacorta, na Itália. E, para engrossar essa fileira brasileira, surgem grandes produções de espumantes também nas terras de altitude de Santa Catarina e no Vale do Rio São Francisco, na divisa entre os estados da Bahia e Pernambuco.

Nos últimos dez anos, metade dos prêmios conquistados pelos vinhos brasileiros em concursos internacionais é dos espumantes. Hoje, o Brasil está entre os 15 maiores produtores de espumantes do mundo. É o sétimo, em quantidade de litros, fora da Europa. Somente em 2011, chegamos a 15 milhões de litros produzidos, sendo 10% desse volume vendidos a outros países. Ou seja, consumimos 85% de nossa produção. Apesar disso, o consumo de espumantes ainda é muito baixo no Brasil. Cada brasileiro consome, em média, uma taça de 100ml por ano, geralmente no Ano Novo. Na França, a média per capita é de 3 garrafas por habitante.

Se temos uma farta e premiada produção, baixo consumo interno, intensa exportação e qualidade muitas vezes superior aos tradicionais produtores franceses, espanhóis e italianos — comparando-se na faixa de 25 dólares –, por que não divulgá-la e apresentá-la corretamente ao País? E mais, por que não fixar um calendário turístico nacional, a partir de Brasília, para promover o espumante brasileiro?

O objetivo do Brinda Brasil – Salão do Espumante de Brasília é exatamente esse: apresentar de forma adequada, por degustação e com a aproximação entre público e o produtor, aquela que é a grande e verdadeira vocação vitivinícola brasileira, o espumante. Mas também queremos movimentar o trade do turismo de eventos e festas, hotelaria, gastronomia, receptivos etc., gerar emprego e renda, elevar a arrecadação do Estado e tornar Brasília uma referência de consumo destes segmentos tanto nas rotas nacionais quanto nas internacionais.

Afinal, espumante é a bebida das celebrações, das festas, das grandes decisões e Brasília é a cidade que melhor traduz esse brinde.


» Objetivos

Promover, apresentar, divulgar e ampliar o mercado de espumantes, a partir de uma radiografia do mercado de consumo, gerando emprego e renda por um segmento com destaque internacional, conquistado pela qualidade e excelência de seu produto, é o conceito do Brinda Brasil – Salão do Espumante de Brasília. O principal objetivo desse evento é agregar valores acadêmicos e comerciais a essa excelente produção brasileira, buscando firmar o espumante como bebida oficial da Capital da República, fazendo com que a população civil, os segmentos organizados e os governos local e federal entendam o espumante como a bebida das festas e das celebrações (dos casamentos aos acordos de negócios). O evento também visa contribuir para a formação, evolução, qualificação e requalificação de estudantes de enologia, gastronomia, turismo e hotelaria, bem como dos profissionais que atuam nestas áreas no Distrito Federal.


» História Centenária

O espumante é produzido no Brasil há quase um século, desde 1915, data em que a vinícola Peterlongo, a pioneira no setor, engarrafou o primeiro espumante brasileiro, à época chamado de champagne, na Serra Gaúcha. A partir daí, as borbulhas passaram a fazer parte da carta de produção no País. Somente seis décadas depois, em 1973, um grande produtor francês descobriu o Brasil. Em 1973, a Casa Möet Chandon inaugurou sua produção no Brasil, no mesmo ano em que abria sua filial na Califórnia (EUA) e 13 anos antes de se instalar na Austrália (1986). Neste mesmo ano, outras multinacionais do vinho se instalaram na Serra. A data também marca a chegada ao Brasil do enólogo Adolfo Alberto Lona, responsável técnico pelo aperfeiçoamento do espumante brasileiro.

Mas foi a partir de 2004 que o Brasil despertou definitivamente para a produção de espumantes, quando vinícolas que produziam apenas vinhos tranquilos passaram a se dedicar com mais afinco ao espumante. De lá para cá, pulamos de uma produção anual de 6 milhões de litros para 15 milhões de litros de espumantes (em todas as suas variações) produzidos anualmente no Brasil. Um salto de 250%. Além disso, o mercado de consumo foi revertido de forma inédita no mundo. Até 2004, o consumo de espumantes brasileiros era de 20%, contra 80% dos importados. Hoje, o consumo de espumantes no País é de 75% da produção brasileira contra 25% dos importados.


» O terroir

Para atingir padrão de produção e nível de qualidade internacionais, os produtores brasileiros de espumantes foram buscar, primeiro, a compreensão sobre o terroir, o conjunto de fatores que determina o melhor local para se produzir a uva de um vinho.

Assim como nas regiões de Champagne, na França, e de Franciacorta, na Itália, a Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul, é favorecida por um clima ímpar que proporciona as melhores condições para a produção de espumantes. Berço do espumante brasileiro, a Serra Gaúcha está situada na latitude 29º Sul, em altitude que varia de 400 a 800 metros acima do nível do mar. A região sofre influência de um clima temperado subtropical, de verões amenos e úmidos, com umidade relativa do ar média de 77%. O índice pluviométrico, que marca a intensidade de chuvas na região, é 1.700mm por ano e o sol prevalece, em média, por 2.200 horas anualmente. A terra é composta de solo argilo-calcário ácido, com boa drenagem, rico em potássio e pobre em fósforo.

A somatória dessa condição natural é chamada de terroir e, no caso da Serra Gaúcha, ele é perfeito para a elaboração dos vinhos que servem como base para a produção de espumantes. São vinhos com baixo teor alcoólico, acidez elevada e muito aromáticos. Hoje existem duas regiões regulamentadas como Denominação de Origem para os espumantes produzidos na Serra Gaúcha, a de “Vale dos Vinhedos” e a de “Garibaldi”, com utilização de vinho base elaborado a partir das uvas Pinot Noir, Chardonnay e Riesling Itálico.


» Novas Fronteiras

A expansão dos espumantes brasileiros e a vocação climática do País revelaram, na última década, dois novos terrois, além da Serra Gaúcha. A algumas centenas de quilômetros do Vale dos Vinhedos, surge com grande qualidade e muito investimento uma aposta na altitude de Santa Catarina. Instalados a 1.400 metros acima do nível do mar, os produtores catarinenses apostam nas uvas Chardonnay, Pinot Noir, Pinot Meunier, Cabernet Sauvignon e Merlot para produzirem espumantes com acidez altiva, boa estrutura, nos meses de abril e maio.

Surpreendendo todas as previsões contrárias e utilizando tecnologia de última geração, o Brasil agora conta com um terceiro pólo produtor de espumantes, em uma peculiar faixa de terra da Região Nordeste, a única do mundo no Paralelo 8’. Às margens do Rio São Francisco, na cidade baiana de Casa Nova e na pernambucana Petrolina, produtores brasileiros e portugueses desenvolvem um corajoso e rentável projeto vitivinícola. Com mais de uma colheita por ano, esse novo terroir é marcado por solo semi-árido, com clima muito quente, tropical, que possibilita a criação principalmente da uva moscatel, que produz espumantes com menor teor alcoólico, acidez moderada e muito cremosos.


» 10 maiores compradores de espumantes brasileiros em 2011 (em litros)

ESTADOS UNIDOS 374.334

PARAGUAI 243.156

COLÔMBIA 151.009

HOLANDA 131.362

REINO UNIDO 124.609

JAPÃO 103.685

CHINA 55.838

ALEMANHA 38.046

DINAMARCA 33.661

CANADÁ 30.800

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